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Simpósio Temático 02
Título: A cidade em (re)construção: Sensibilidades e sociabilidades.
Proponentes: Prof. Luciana Moura (PPGH – UECE) - José Ítalo Bezerra Viana (UFC)

Resumos:

 

Autor: Cícero José Albeci Baratta Ribeiro
Uma visão histórica sobre a crise financeira e o Capitalismo

A era do capitalismo começa a ser registrada em nossa história a partir da Revolução Industrial. Época em que a história transporta a humanidade da idade média para a idade moderna. Inicia-se uma nova divisão cronológica na história. E esta fase é definida por Eric Hobsbawn, não só como a Revolução Industrial; Mas, como um período de globalização e de guerras. Fatores estes, que ainda segundo o referido autor, influenciam o “sucesso” do capitalismo. Hobsbawn, corrobora ainda que a história possui períodos de auge e declínio das civilizações,dos sistemas econômicos e de diversos outros fatores. É como se nada conseguisse superar o tempo. Muitos são os governantes, historiadores e pensadores que programam o fim do capitalismo. E cada nova crise, nos permite perguntar: Será que um dia o capitalismo terá realmente um fim? Em 1929, com a queda da bolsa de valores, o mundo sentiu o primeiro grande impacto com a globalização da economia. E pela primeira vez, o mundo fez uso da fatídica pergunta e indagou: Será esse o fim do capitalismo? E Como resposta, o que se viu foi uma virada de mesa; que serviu não para permitir a sobrevivência do capitalismo. Mas, para fortalecê-lo. Já em 2008, para muitos, o que esta acontecendo é o estrondo de uma panela de pressão que durante anos suportou mai pressão do que podia. Ao compararmos as crises de 1929 e a de 2008 podemos observar que na primeira, o capitalismo dependia da economia de um único país. Muito mais que nos dias atuais. Se pararmos para analisar, veremos que Eric Hobsbawn talvez esteja correto quando diz haver auges e declínios na história. E que a dependência outrora visualizada já não é tão forte assim. E, principalmente, muito provavelmente ao se encerrar esta crise, que fora por muita gente prevista, não teremos o fim do capitalismo. Mas, veremos surgir em meio a muitas economias antes “esquecidas”, pelos grandes mercados, os novos dirigentes desse sistema. Nenhum sistema econômico foi, é ou será mudado em pleno auge na história. Por isso, ao vermos se encravar uma nova crise, mesmo nos perguntando sobre se esse será o fim desse sistema, tudo o que observamos são diversas variações sofridas pelo capitalismo ao longo de suas crises que culminaram com uma reviravolta e o transformaram de capitalismo puro para o capitalismo atual; ensinando, assim a sociedade a viver em estágio de mutação.

Autora: Ítala Raiane Trajano Alvez

Vadiagem: Cidade e Sociedade mossoroense dos séculos XIX e XX (1880-1910)

Este artigo tem por objetivo central, estudar a cidade de Mossoró, nas décadas finais do século XIX e inicio do século XX, com sua população ociosa, discutindo com o discurso das fontes. Na Mossoró que se moderniza, existe uma ponte que separa civilização e barbárie - o trabalho – e, por manterem vínculo inconstante ou com o trabalho informal, o vadio é uma ameaça a propriedade e aos bons costumes.

 

Autor: Pedro Henrique Lessa Torres
Orientador: Edgar Leite

A Cidade do Rio de Janeiro e a estratégia política do Correio da Manhã na campanha presidencial de 1922

Durante a campanha presidencial de 1922, o Correio da Manhã ganhou destaque entre os órgãos da imprensa nacional. Isto se deveu a sua intensa campanha contra o candidatura de Arthur Bernardes à presidência da república. Ao estudarmos a participação deste periódico nesta campanha, observamos que a cidade do Rio de Janeiro ocupa um papel central na configuração da sua estratégia política. Especificamente, ao analisarmos o discurso do Correio da Manhã durante o episódio das cartas falsas identificamos uma série de representações cuja análise pode nos levar a uma maior compreensão a respeito do papel exercido pela cidade do Rio de Janeiro na imprensa nos anos de crise da Primeira República.

 

Autora: Josinete Lopes de Souza

POR UM ARQUIVO DA VIDA PRIVADA NO CARIRI DURANTE O SÉCULO XX

O objeto desse projeto – a constituição de um arquivo da vida privada no Cariri durante o século XX – nasce do conjunto de discussões desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em História e Subjetividade. O interesse por uma história do cotidiano, enquanto experiência material e subjetivamente construída faz parte das diferentes práticas da história cultural que vêm se desenvolvendo durante todo o século XX e que se tornou predominante após os anos 60. Desse modo, a investigação histórica em torno desse campo temático coloca novos desafios à investigação histórica no sentido de participar ativamente da constituição de acervos/arquivos documentais que possam servir de suporte a esse tipo de pesquisa. O objetivo dessa pesquisa é a constituição de um acervo documental que nos remeta à dimensão mais privada, intimista, emocional e subjetiva da vida cotidiana possibilitando uma compreensão ao mesmo tempo individual e coletiva do viver na cidade. Nessa perspectiva,
priorizamos os conjuntos de “documentos” pessoais que geralmente se produzem ao longo de uma vida: álbuns de família, correspondências, diários e mesmo objetos pessoais considerados significativos para os colaboradores da pesquisa, relativos ao século XX. Nossa intenção é produzir um acervo digital que será disponibilizado na Internet e nos centros de pesquisa já existentes na Universidade no formato de CDs e DVDs.


Autora: Marta Regina da Silva Amorim;
Orientadora: Ms. Raimunda Yvonei Rodrigues Oliveira

O GRUTAC(Grupo Teatral de Amadores Cratenses) e a sociedade cratense 1940-1950.

O presente trabalho, que tem como suporte a História Cultural, busca desvendar relações sociais ocorridas entre O GRUTAC(Grupo Teatral de Amadores Cratenses) e a sociedade cratense nas décadas de 1940 e 1950, por ser neste período que surgiu o GRUTAC e devido as transformações que ocorreram na cidade do Crato e que dificultaram a atuação do grupo. A cidade do Crato era vista como "Cidade da Cultura". Esta cidade de valores conservadores buscava o pioneirismo em várias áreas, inclusive nas artes. As discussões da História Cultural, Memória e História e Cidade nos deram um suporte valioso para trabalharmos melhor com as fontes. Para conseguir desvendar o caminho percorrido pelo GRUTAC, procuramos as falas dos atores e moradores através de entrevistas e artigos de revistas. Os jornais e textos de peças encenadas foram utilizados como importantes elementos para a construção de nossa pesquisa. Ao investigar o percurso do GRUTAC conhecemos mais sobre cidade e as relações
sociais nela desenvolvidas.