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Simpósio Temático 05
Título: A construção de uma identidade: O Nordeste e sua múltiplas narrativas e visões.
Proponente: Wescley Rodrigues Dutra.

Resumos:

 


Autores: Almair Morais de Sá
Maria Lucinete Fortunato - Co-autora e orientadora
Mariana Moreira Neto - Co-autora

O DISCURSO DA CONVIVÊNCIA CONSTRUINDO UM NOVO OLHAR SOBRE O SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO

A mudança que vem se operando a respeito do Semi-Árido Brasileiro (SAB), com o deslocamento do discurso do combate à seca para a concepção de convivência, vem instituindo um redimensionamento de concepções, enunciados e dizeres sobre o que é ser Semi-Árido. Com base nesse debate, a idéia de “convivência” insurge como princípio norteador da elaboração e execução de políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento socioeconômico da região, despertando a consciência para o protagonismo e autonomia da população do SAB frente aos impasses naturais e os de origem política que afligem notoriamente sua estrutura e suas formas de organização. Este trabalho visa interrogar e problematizar como as políticas públicas direcionadas para o SAB contribuem para a consolidação de ações pautadas na idéia de convivência e do desenvolvimento local sustentável e inferem nas condições sócio-culturais, políticas e econômicas do Alto Sertão Paraibano.


Autor: Jivago Correia Barbosa

POLÍTICA E ASSISTENCIALISMO NA PARAÍBA: O GOVERNO DE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA (1951-1956)

Através desta pesquisa, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós Graduação em História/UFPB, abordo o governo de José Américo de Almeida (1951-1956). Estabeleci este tema, por se tratar de um assunto pouco explorado pela historiografia paraibana. As questões primordiais que norteiam o presente trabalho são a conjuntura política na qual José Américo ascende ao poder em 1950, a violenta eleição, considerada uma das campanhas mais radicais e cruentas já disputada na Paraíba e a influência que esta teve na primeira composição do secretariado de seu governo. Como pano de fundo para essa discussão, analisaremos a volta de Getúlio Vargas ao poder em 1950 - cinco anos depois de ser escorraçado do Palácio do Catete como ditador - “nos braços do povo”. Para a realização deste trabalho, já estão sendo analisadas e fichadas algumas das principais notícias referentes ao Governo de José Américo, encontradas no jornal “A União”, imprensa oficial do Estado, no Arquivo Público do Estado que se encontra no Espaço Cultural e na Fundação Casa José Américo de Almeida.
Palavras-chave: José Américo de Almeida, eleições de 1950, Getúlio Vargas.


Autora: Cristiane de Castro Oliveira
Orientador: José Antonio de Oliveira

CONJUNTOS HABITACIONAIS E CONFLITOS INTERNOS NA CIDADE DE POTENGI, CEARÁ DE 1985-2008.

O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma pesquisa relacionada ao sentimento vivenciado pelos moradores de conjuntos habitacionais, investigando as dificuldades e os transtornos, bem como, melhorias e bem-estar. Para a realização desta pesquisa, utilizo relatos obtidos dos próprios moradores, ressaltando aspectos do cotidiano, e relatos constatados sobre influências do meio, pretendendo ainda, ir além de dados numéricos e estatísticos sobre como surgiu esta necessidade de implantação de melhorias na habitação brasileira, e seus projetos habitacionais. Concluindo, como resultado da análise, a intenção de mostrar os conflitos vivenciados por estes moradores das cidades pesquisadas, enquanto local de moradia e conflitos sociais.


Autor: Wescley Rodrigues Dutra

ENTRE A LINHA DAS CONTRADIÇÕES: AS MÚLTILAS VISÕES SOBRE O CANGAÇO E SEU “REI”

Na década de 1950 quando se buscava forjar oficialmente a identidade Nacional e Regional, Lampião e o Cangaço serão usados como símbolos identificadores do Nordeste, congregando o “Rei do Cangaço” múltiplas narrativas que buscam legitimar a sua existência e seus feitos. De 1922 a 1950 Lampião permeará e se fixará no imaginário sertanejo que passará a criar uma série de discursos que serão fundidos para forjar o “Lampião Cultura”. O nosso objetivo primordial nesse trabalho será analisar como se deu a construção do discurso de Lampião como símbolo da cultura nordestina e qual o papel do Estado nessa elaboração discursiva. O interessante na elaboração desse discurso será a contradição constante que o permeará. O Lampião que era tratado pelo Estado até 1940 como um entrave para o desenvolvimento da região por desafiar a força instituída por esse, em 1950 será usado por esse mesmo Estado que o combateu e exterminou, para elaborar uma identidade para a região, usando assi
m a figura de Lampião como aquele indivíduo que congregava o que é ser um autêntico nordestino. De perseguido pelo Estado, o “Rei do Cangaço” passa a ser o estereótipo do “ser nordestino” e da “nordestinidade”.

Palavras-Chave: Lampião; Identidade; Estado.


Autor: Wescley Rodrigues Dutra

ENTRE OS ACORDES DO REI BAIÃO: A REPRESENTAÇÃO DO NORDESTE NA MÚSICA DE LUIZ GONZAGA

Falar do Nordeste brasileiro não é uma das tarefas mais fáceis, pois o pesquisador debruça-se sobre uma região extremamente complexa, seja no campo da cultura, artes, músicas, teatro, ou na esfera da economia e da política. Região marcada por dualidades: fome/ riqueza, latifúndios/ sem terra, catolicismo exacerbado/ múltiplas crendices, etc. Poderíamos discorrer inúmeras outras características, mas acreditamos serem essas as mais gritantes. A maior parte das vezes o violão desafinado ou a sanfona, unidos àquela voz rouca e desentoada do sertanejo são usados como forma de musicalizar a beleza da região, o cotidiano, a fé exacerbada. Assim, gradativamente vão surgindo às letras de músicas que são fragmentos de uma “alma peculiar”, retalhos de uma história que vai sendo construída sob o sol quente tão vital para a existência da vida na terra. A música de Luiz Gonzaga tornou-se um dos veículos mais importantes de representação do Nordeste a nível nacional. Com seu jeito
irreverente, seus trajes típicos, sua linguagem peculiar, sua música que canta a realidade da região Nordeste, “O Rei do Baião” ficará conhecido no mundo como um símbolo caracterizador do Nordeste, da nordestinidade e se tornará o porta-voz da sua região e das massas. A visão de Gonzaga sobre o Nordeste a qual ele deixa transparecer na sua produção musical, é a visão de um nordestino que vivenciou a realidade daquela terra. Ele enxergou a região sob a ótica de alguém que já foi um sertanejo pobre, vítima da seca. O presente trabalho busca analisar como a questão da seca é mostrada na obra de Luiz Gonzaga.

Palavras-Chave: Nordeste; Música; Seca.


Autora: Kelly Christina Pereira da Silva;
Orientador: Darlan de Oliveira Reis Junior

Novas Perspectivas Econômicas do Nordeste

textarea: Nos últimos vinte anos o Nordeste, assim como o Brasil, passou por várias fases em seu desenvolvimento. Este trabalho tenta analisar as recentes transformações na economia do Nordeste brasileiro, enfatizando algumas áreas dinâmicas, como por exemplo, os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará, que vem assumindo proporções bastante significativas no cenário econômico regional. Para isto, foi construída uma metodologia específica baseada no levantamento e comparação de vários trabalhos que enfatizaram essa mudança dinâmica e que traçaram uma nova perspectiva econômica do NE. Neste sentido, o estudo realizado irá desvendar que o desenvolvimento depende de fatores que vão além do crescimento econômico, que é necessário, mas não suficiente. É mais que isso, o próprio crescimento econômico precisa levar em consideração fatores locais e específicos de cada região, procurando atividades que potencializem as características locais, que valorizem sua diversidade, que aproveitem
suas vantagens comparativamente às vantagens de outras regiões.

Autores: Edcarlos Fernandes de Araújo Almeida;
Felipe Richard Alves Ferreira da Silva

O regionalismo nas páginas da Revista Itaytera: uma análise da produção do Instituto Cultural do Cariri - ICC (1955 - 1962)

A pesquisa tem como objetivo, analisar a Revista Itaytera órgão oficial do Instituto Cultural do Cariri, refletindo sobre o papel da intelectualidade caririense que inicia um trabalho cultural com o objetivo definido: registrar a história, defender interesses políticos e econômicos, valorizar e preservar o folclore. Com tal intuito serão investigadas as publicações compreendidas entre 1955 (data de seu primeiro número) e 1962. A proposta desse projeto é examinar as idéias dessa elite intelectual que podem em plano geral influenciar aspectos da cultura regional. As questões a serem levantadas referem-se a afirmação do ICC como representante de uma tradição interiorana, os posicionamentos que colocam o progresso como agente destruidor das raízes culturais, e a utilização de um status regional para a afirmação específica da cidade do Crato.


Autor: Allan Cruz Mesquita
Liberté

Estudo enfoca um dos movimentos sociais do século XIX conhecido na historiografia como Balaiada, ocorrido do final de 1838 a meados de 1841, no Piauí, Maranhão e Ceará, e que está inserido no longo processo de independência do Brasil, que se estende entre os anos de 1879 a 1850. De um lado, grandes proprietários de terra e escravos, autoridades provinciais e comerciantes; de outro, vaqueiros, artesãos, lavradores, escravos e pequenos fazendeiros - mestiços, mulatos, sertanejos, índios e negros - sem direito à cidadania e acesso à terra, dominada e explorada pelas oligarquias locais que ascenderam ao poder político com a “proclamação da independência” do Brasil.

Palavras – chaves: movimentos sociais, poder político, independência.

 

Autora: Maria das Graças Leite dos Santos

Nós por exemplo: o significado do movimento tropicália na Região do Cariri (1960-1980)

Por que a região do cariri é considerada um celeiro artístico cultural?Esta é uma questão que encontra-se presente quando é analisado o folclore, cordel, teatro, música e a influência do religioso envolvendo a região. Nesse contexto, investigamos a música e sua relação com os signos e significados através do movimento conhecido como “tropicalismo”.Em vista disso, a proposta sugere uma análise de como os eventos da tropicália, da ditadura militar e dos festivais da canção foram percebidos pelos sujeitos históricos da região do cariri.Dentro do aspecto que envolve história cultural,é possível perceber as representações envolvidas nesses festivais, ao mesmo tempo que se assemelhavam aos tropicalistas que se apresentavam no teatro da TV record,os artistas da região criavam elementos, visando ressaltar a sua própria identidade.Em vista disso, investigamos a seguinte questão: festivais da canção do Cariri,comprovariam um tropicalismo regional? As fontes ultilizadas são: fotografias da época, documentário da memória dos festivais da canção do cariri, entrevista com os artistas, e livros sobre música cearense e história da música.

 

Autora: Antonia Lucivânia da Silva
Orientador: Reinaldo Forte Carvalho

Narrativas discursivas sobre as religiões espíritas nas décadas de 1940 a 1980 na cidade de Crato

O presente trabalho se propõe a analisar e compreender de que forma foram interpretadas as religiões que possuem um caráter espiritista no espaço da sociedade cratense: Quais as narrativas discursivas lançadas sobre elas, que instituições e poderes as elaboraram.
Abordará sobre as questões coercitivas disciplinares relacionadas a supressão de tais manifestações religiosas numa sociedade onde predominava a narrativa instituída pelo poder da narrativa católica.

Palavras chave: Coerção disciplinar, religiões espíritas e construção de narrativas discursivas.