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Simpósio Temático 07
Título: Espaços da História, espaços de identidade: cidade, ensino, patrimônio, memória.
Proponente: Dr. Margarida Maria Dias de Oliveira (UFRN); Wescley Garcia Ribeiro Silva (UFRN)

Resumos:

 

Autor: Luiz Carlos Medeiros da Rocha; Abrahão Sanderson N. F. Da Silva
Preservação do Patrimônio Cultural: um resgate da história de Mossoró (RN) presente na arquitetura dos séculos XIX e XX


A questão da preservação do patrimônio cultural nas edificações de Mossoró tem se mostrado precária e seletiva. Com isso, a discussão aqui presente, buscará identificar tais edifícios no passado, levando em conta o período de maior “expansionismo” da cidade, que se inicia a partir da segunda metade do século XIX, buscando também entender a relação de preservação dos moradores, dos comerciantes e do poder público sobre esses prédios. A partir dos Códigos de Postura, de fotografias e bibliografia da história de Mossoró, como também uma possível resignificação desses prédios, tentaremos contextualiza-los como patrimônio cultural, dando a sua devida importância no resgate da memória da cidade, que, preliminarmente, tem se apresentado pouco valorizado pela população em geral, exceto algumas edificações preservadas pelo poder público, que perpetuam a memória que os interessam. Contribuindo assim, para o entendimento dessas edificações com patrimônio cultural de Mossoró, r eafirmando a identidade de todos mossoroenses.

Autora: Francisca Helena de Sales Landim
(Re)pensar o ensino de História, tendo como instrumento a memória na construção da identidade cultural

Nos últimos anos, tem sido constante a discussão de professores das diversas áreas do conhecimento em busca de como ensinar (desenvolver metodologias) de forma que atraia atenção de um número significativo de alunos. Essa mesma discussão é mais acirrada junto aos profissionais da área de cultura e sociedade, especificamente, os professores da disciplina história. Tendo em vista que, os atrativos dos áudios visuais modernos abarcam parte das atenções de muitos desses adolescentes, por serem lúdicos, cômodos, interativos, práticos, versáteis e etc.(resultado de um mundo globalizado, modernizado e tecnológico) Por outro lado, o professor, o livro didático, o quadro na parede representação simbólica, do homem que num passado remoto escrevia na parede da caverna. (avanços da criação dos humanos imagens, representações, escritas) estamos diante de dois extremos. Este trabalho é resultado da observação nas aulas da disciplina Estudos Regionais, (ou seja, história local) na Escola de Ensino Fundamental João Alencar de Figueiredo, em Juazeiro do Norte-Ce.Onde é notório, o divisor de águas, entre os alunos que cultuam no universo familiar matizes culturais, pertencentes a grupos ligados a folguedos locais, em relação aos que são desprovido dessas práticas. Por isso, considero urgente, repensar a prática do ensino de história, de modo geral, de forma que possam ser discutidas desde a academia na formação dos professores de história, ao interior das salas das aulas do ensino básico, elementos que venham significar tanto aos que ensinam quanto aos que aprendem, como: memória identidade e histórias.

Autores: Amauri Morais de Albuquerque Júnior; André Víctor Cavalcanti Seal da Cunha
Quem tem a razão? Identidade e loucura na sociedade moderna

Com o alvorecer da era moderna juntamente com o seu capitalismo comercial, evento indissociável desse tempo, surge a figura do louco, agora institucionalizado, frente às alterações drásticas nas relações de produção e exploração do homem. A “integralidade” das faculdades mentais era atributo fundamental ao homem esculpido segundo o modelo clássico, a partir disso os horizontes permitidos a loucura vem a se estreitar, consequentemente alargando assim os limites da norma. Com a criação dos asilos e da especialidade médica voltada para o suposto “tratamento” dos lunáticos, a psiquiatria, o próprio conceito da loucura é alterado. Especificamente pela teoria da degenerescência de Morel a loucura passa de furiosa a insidiosa, tornando-se invisível, exceto para o olhar do especialista. A partir da desconstrução de um conceito identidade integral, loucura e razão se fundem na proposta de um sujeito híbrido, pautar-se na idéia de uma identidade segura é simplesmente “uma mera fantasia”.

Autor: Renato Alcântara de Abreu
Orientadora: Maria Telvira da Conceição

História com L: Historicidades locais e bens culturais no Cariri – uma reflexão sobre o papel do ensino de história na salvaguarda da cultura imaterial

A reflexão proposta é resultado parcial de uma pesquisa de Iniciação Científica na Universidade Regional do Cariri- URCA iniciada em 2007.2, vinculada ao Departamento de História e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. A pesquisa objetiva discutir o papel e as contribuições do ensino de História atual no Cariri para salvaguarda do patrimônio imaterial local. Está sendo realizada em 16 municípios do Cariri Cearense e, tem como interlocutores 41 professores de História que atuam no ensino básico, da rede pública e privada. A partir de um referencial teórico situado no campo da História Cultural e de procedimentos metodológicos da história oral e análise documental, nas indagações da problemática central o estudo discute a relação entre o ensino de História e a emergência do campo do patrimônio nas configurações assumidas pelo conhecimento das historicidades locais, como elemento dinamizador de salvaguarda em sua dimensão educacional, no contexto do Cariri. Dessa forma, o ensino de História precisa estabelecer um diálogo concreto com as preocupações de salvaguarda e atuar como dos elementos dinamizadores, haja vista tratar-se de uma disciplina cuja natureza se constitui a partir da reflexão com a história e com a memória social.

Autor: Gledson Alves Rocha
Orientador: Josier Ferreira da Silva
Palácio 3 de outubro: suas riquezas históricas vistas em sua arquitetura

A edificação foi construída durante a grande seca de 1877, com o objetivo de criar frente de trabalho para os retirantes. E por tanto, uma unidade arquitetônica representativa da historia do povo de Barbalha, estado situado no local onde anteriormente se realizava a “esta do pau da bandeira de Santo Antonio” como demais construções do gênero no pais, a casa de câmera e cadeia que apresentava dois pavimentos, sendo o térreo dividido em seis celas distribuídas a partir de um corredor central. O pavimento superior, com acesso por escadaria extrema, possui além das salas, um amplo delimitado por arcada. Segundo relatos dos antigos moradores da cidade de Barbalha, o edifício passou por reformas no inicio de década de 30 do século passado, quando lhe foram acrescentada a plantibana e os baulates nas aberturas da fachada. Suas fachadas principais possuem aberturas em vergas retas, protegidas por balcões. O acesso ao pavimento térreo e marcado por colunas encimadas por frontão triangula. O coroamento da edificação e feito cornija e platibanda, que apresenta no centro um suave ressalto, detonando um frontão em arco abatido. Protegido pelo tombo estadual segundo a lei-nº 9.109 de 30 de julho de 1968. Construído em 1877 por Dom Pedro II, a parti da intervenção do estado (império) na problemática da seca do nordeste. Teve funcionalidade, sediar câmara municipal (parte superior) e cadeia (parte térrea) tendo como denominação original: “palácio Pedro II”. Seu tombamento foi aprovado pelo conselho estadual de cultura em sua 124ª sessão ordinária de 03 de março de 1995. A partir do período republicano ate à década de 1960, sediou a prefeitura municipal, destacando-se do ponto de visto histórico a sua relação como governo do Duarte Junior, primeiro interventor de Vargas no município, após a revolução de 1930. na sua gestão mudou a denominação do prédio para “palácio 03 de outubro”, em homenagem ao triunfo da revolução, e fez algumas modificação na arquitetura original, entre elas a substituição do brasão do Império pelo brasão da republica.durante o estado novo foi sede do governo municipal tendo como novo interventor o medico Lyrio Callou que substituiu Duarte Junior. Na condição de cadeia nela foram aprisionados, ao final de dezembro de 1927 os últimos componentes do “ grupo dos Marcelinos” , de onde foram conduzidos foram conduzidos no 05 de janeiro de 1928 para a localidade ‘Ato do leitão”, onde foram fuzilados pelo governo do desembargador Moreira da Rocha “o Moreirinha”. Também recepcionou o corpo do cangaceiro “João 22” após te sido conduzidos pelas ruas da cidade nos ombros dos policias como uma um pau atravessado suas mãos e pés amarados, como exibição publica de atuação do estado no extermínio do cangaço no cariri. Ate 2004 a sua parte térrea ainda funcionou como cadeia publica, até então desmoronou por conseqüências das chuvas e incompetência do poder publico da época.

Autora: Maria do Carmo Soares
Avaliar para ensinar: estudo das práticas de avaliação da EEF São Sebastião

A ação escolar tem sido objeto de muitas pesquisas, trabalhos, reflexões, intervenções,movimentos diversos; muitas vezes orientados pela intenção de contribuir com a construção de uma escola de melhor qualidade.
Neste trabalho, temos como centro da pesquisa a prática da avaliação, que do nosso ponto de vista é provocada por diversos fatores.Esse processo não sendo bem realizado pode levar até mesmo ao fracasso escolar.Com esta perspectiva olhamos para a relação teoria/prática nas atuações escolares cotidianas.Valorizamos aqui tanto a teoria quanto a prática, pois avaliação é um processo significativo para a reflexão sobre a prática social, a prática escolar e a interação entre os mesmos.Sua capacidade reconstrutiva do processo contribui com a reflexão sobre a ação pedagógica, possibilitando o desenvolvimento de um processo de avaliação da própria prática docente.
Esta transformação demanda à escola a definição de um processo ensino/aprendizagem articulado pelo objetivo de construir o sucesso escolar de todas as crianças, ressaltando as das classes populares, as mais atingidas pelo fracasso escolar como parte de uma dinâmica de exclusão social.

Autora: Maria Telvira da Conceição
A educação da memória cultura da escola no Cariri: alguns elementos para reflexão.

A reflexão desse artigo é resultado da Pesquisa de Iniciação Científica em andamento desde 2007 e atualmente financiada pelo CNPq, intitulada História com L: historicidades locais e bens patrimoniais: Um estudo sobre a emergência de uma educação histórica de salvaguarda no Cariri. A partir de um referencial teórico situado no campo da História Cultural e de procedimentos metodológicos da história oral e análise documental a pesquisa tem como objetivo geral discutir as relações entre cultura, memória e educação no contexto do Cariri. Em sua segunda etapa de execução, o estudo problematiza as relações que se estabelece entre uma possível cultura da preservação da memória e sua inserção na cultura escolar nas instituições educacionais no Cariri. O campo de abrangência do estudo incluiu 42 instituições educativas de 22 municípios da Região do cariri cearense e um universo de 50 professores de História e gestores educacionais das referidas instituições.

Palavra-chave: Cultura. Memória. Educação

Autor: Klênyo Nonato Pinheiro de Lima
As transformações socioeconômicas ocorridas em Pio IX – PI após a instalação da Companhia Industrial de Algodão (1968-1972)

A pesquisa a ser apresentada tem como objetivo identificar e discutir os aspectos econômicos e sociais surgidos na cidade de Pio IX, estado do Piauí, com a fundação de uma usina de algodão em 1968 que se manteve ativa até 1972, procurando abordar alguns elementos que se relacionam à temática tais como a industrialização da cidade; de que maneira a renda produzida pela usina influenciava a sociedade piononense; como essa atividade marcou a perspectiva de desenvolvimento para Pio IX; e saber se há a idéia de patrimônio com relação a construção da Companhia Industrial de Algodão. Ao constatar, após análise de documentação, que a usina funcionou apenas durante quatro anos, surge também o interesse de descobrir os motivos de sua breve existência. Serão utilizadas fontes orais (entrevistas/depoimentos), iconográficas (fotografias) e escritas (documentos). E também uma bibliografia inerente a industrialização, patrimônio, memória, história do trabalho e história social do trabalho, de um modo geral.
Autores: Luiz Carlos Medeiros da Rocha; Abrahão Sanderson N. F. da Silva
Preservação do Patrimônio Cultural: um resgate da história de Mossoró (RN) presente na arquitetura dos séculos XIX e XX.
A questão da preservação do patrimônio cultural nas edificações de Mossoró tem se mostrado precária e seletiva. Com isso, a discussão aqui presente, buscará identificar tais edifícios no passado, levando em conta o período de maior “expansionismo” da cidade, que se inicia a partir da segunda metade do século XIX, buscando também entender a relação de preservação dos moradores, dos comerciantes e do poder público sobre esses prédios. A partir dos Códigos de Postura, de fotografias e bibliografia da história de Mossoró, como também uma possível resignificação desses prédios, tentaremos contextualiza-los como patrimônio cultural, dando a sua devida importância no resgate da memória da cidade, que, preliminarmente, tem se apresentado pouco valorizado pela população em geral, exceto algumas edificações preservadas pelo poder público, que perpetuam a memória que os interessam. Contribuindo assim, para o entendimento dessas edificações com patrimônio cultural de Mossoró, reafirmando a identidade de todos mossoroenses.