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Simpósio Temático 10
Título: Ler, ver e ouvir a História: o uso das linguagens na pesquisa e no ensino de História.
Proponente: Amanda Teixeira da Silva (UFPB)

Resumos:

 

Autores: Francisco Fredson Ferreira; Danilo Linard Teodoseo
A História em “Quadrinhos”: A Graphic Novel “Mauss” de Art Spiegelman como ferramenta didática no ensino de História


INTRODUÇÃO: Com a ampliação, desde os Annales, da noção de fontes de pesquisa, o historiador se vê diante de uma gama cada vez mais variada de registros humanos passíveis de problematização histórica. PROBLEMATIZAÇÃO: Um desses registros, cuja linguagem é, às vezes, subestimada, são as histórias em quadrinhos, as Graphic Novels, que apresentam um conteúdo mais elaborado, tanto na arte, quanto no conteúdo. É o caso de Mauss, obra de Art Spiegelman, que elabora um romance gráfico a partir das memórias de seu próprio pai, sobrevivente de um campo de concentração nazista. MATERIAL E MÉTODOS: a partir de Álvaro de Moyá, Moacy Cirne e outros autores eu abordam essa linguagem, visamos analisar intra/inter-textualmente, como os dois volumes da obra Mauss, refiguram a experiência do pai do autor, a partir dessa linguagem específica. DISCUSSÃO: Mauss, em alemão, significa “ratos”. Era essa uma das denominações comuns que os nazi designavam os judeus cativos. Na obra em questã o, o autor representa graficamente, a partir dessa expressão pejorativa, os judeus como “ratos”, e os nazi como “gatos”. Um dos pontos que colocamos em questão diz respeito se essa representação não reforça, a partir do que ocorreu no passado, uma justificativa para as demandas atuais dos judeus e, simultaneamente, problematizamos como o autor trata na obra as referências históricas que embasam a mesma. CONCLUSÃO: Apesar de estar em fase de desenvolvimento, ressaltamos, até as presentes análises, a complexidade da elaboração da obra e seu grande potencial como ferramenta paradidática, tanto no ensino médio, quanto no ensino superior.


Autor: Adson Bezerra de Almeida
O ESTUDO DA LINGUAGEM ORAL


Os alfabetizadores geralmente utilizam-se de maneiras metafóricas e indiretas quando estão explicando certos conteúdos, e a maneira de se expressar oralmente de forma errônea pode ocasionar uma confusão para quem está aprendendo, fazendo com que o mesmo não se adapte as particularidades existente na língua dificultando mais ainda o aprendizado dele. A Lingüística, o estudo da linguagem, mostra o aprofundamento como a linguagem humana se realiza, e baseando-se nisso ela estuda de maneira mais ampla vários temas e, a linguagem oral é um destes, e ela se refere e explica como a comunicação através da linguagem é importante, mas para se falar bem é necessário ter um domínio razoável das normas impostas pela língua, e com a mudança ortográfica é necessário que tenhamos um aprofundamento mais detalhado dela, para que com prática possamos ter um domínio total da língua, ressaltando ainda que para se tenha uma boa oralidade o habito de leitura deve ser imprescindível. E devem os mostrar como a linguagem realmente deve ser expressada. Portanto, a linguagem torna-se um objeto de suma importância também para o estudo de história.
Palavras-chaves: Oralidade, Estudo, Aprendizado


Autor: Anderson Feliciano Venâncio
Orientadora: Maria Telvira da Conceição

DOS DESENHOS ANIMADOS AO JOGO DE COMPUTADOR: NOVAS LINGUAGENS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NO ENSINO DE HISTÓRIA


Nos últimos tempos buscam-se diversos caminhos para tornar a aprendizagem mais agradável e eficiente, em particular no ensino de História, sobretudo com a incorporação de diferentes linguagens no processo ensino-aprendizagem. Entre as possibilidades de incorporação estão os desenhos animados e os jogos eletrônicos de computador, alternativa para ampliar o diálogo entre o ensino de História e as metodologias que atualmente compõe o repertório das possibilidades de construção da história e do seu ensino. O presente trabalho deu-se inicio no primeiro semestre do ano de 2008 e esta sendo realizado com alunos e professores da 8ª serei de uma Escola de Ensino Fundamental da cidade do Crato-CE (Dom Quintino). Em sua primeira fase trabalhamos com os desenhos animados e conseguimos trilhar novos caminhos no ensino-aprendizagem rompendo como um ensino meramente decorativo que predominava. Nessa segunda fase procuraremos interligar o conteúdo da disciplina escolar História e o conteúdo histórico encontrado em jogos de computadores através de suas imagens para auxiliar no ensino e na aprendizagem. O principal objetivo é propor uma metodologia para os professores e alunos, que quando trabalharem em equipes, no debate sobre o tema abordado, possam ligar o conteúdo programático com o jogo e o desenho animado proposto, formulando e apresentando resultados das atividades. Mostrando assim para alunos e professores que lecionar/estudar História é estar lidando com uma interdisciplinaridade submetida a transformações e adaptações. Interagindo com o objeto em si, o fazer histórico, com a ação pedagógica, e com a decorrência de todos os seus atuantes. Visualizando ainda que o espaço escolar é um ambiente de constituição do conhecimento, experiência e socialização do saber-conhecer, é um sítio-espaço de debates e trocas de experiências. Onde deve tornar extraordinário e amplo a discussão sobre o emprego dos diversos recursos tecnológicos que venham a somar com a intima relação ensino-aprendizado eficaz e agradável.
PALAVRAS-CHAVES:Novas-Linguagens, Ensino-Aprendizagem, Práticas pedagógicas.


Autora: Amanda Teixeira da Silva
Colocando a fábula em ata: a invenção do passado no conto “Desenredo”, de João Guimarães Rosa.


O objetivo deste trabalho é pensar sobre as interações entre Literatura e História através do conto “Desenredo”, de João Guimarães Rosa. A narrativa estudada gira em torno de Jó Joaquim, personagem que após sucessivas desventuras consegue tornar-se sujeito da própria história por intermédio da transformação de seu discurso acerca do passado. A análise do conto permite notar as diversas possibilidades de invenção de realidades, de apropriação de significados e de manipulação do tempo freqüentemente encontradas no olhar daquele que aparentemente detém o conhecimento histórico. É possível observar ainda os mecanismos que agem na criação de um novo presente ou futuro a partir da produção de uma fala diferenciada sobre aquilo que é considerado como verdadeiro e relevante no passado. O texto de Rosa nos apresenta diversos elementos pertinentes ao fazer histórico e permite que nos debrucemos sobre nossa própria prática historiográfica, refletindo sobre os interesses subjetivos envolvidos na produção intelectual e na geração de novas memórias acerca do passado.