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Simpósio Temático 12
Título: Trabalho e movimentos sociais no campo e na cidade.
Proponente: João Paulo Fernandes da Silva (UFC)

Resumos:

 

Autores: Francisco Ramon de Matos Maciel; Francisco Linhares Fonteles Neto
Filhos do sal: Operários, camponeses e sua atuação frente a crise salineira na cidade de Mossoró (1900-1906).


A cidade de Mossoró nos anos de 1900 a 1906 estava enfrentando uma crise econômica na indústria salineira e problemas com as freqüentes estiagens desse período. Unidas, essas duas partes vão se transformando numa crise maior, um quadro orgânico, envolvendo os grupos sociais locais. Desses grupos, os operários salineiros e camponeses iram despertar possíveis resistências e identidades, diante as estratégias de manipulação e apropriação de suas forças de trabalho pelas autoridades e industriais para amenizar as deficiências ocorridas pelo evento. Os discursos das fontes para construção desse artigo foram os jornais O Mossoroense e o Comércio de Mossoró.


Autor: Víctor Emmanuel Farias Gomes
Luta de classes e revolução na obra de Glauber Rocha

As concepções políticas do cineasta baiano Glauber Rocha foram expostas para o Brasil através dos seus filmes e dos seus escritos, a sua proposta de revolução estava obrigatoriamente ligada ao rompimento com os padrões de representação do primeiro mundo. Era o cinema novo lançando para o Brasil uma nova linguagem para o cinema nacional, a obra cinematográfica de Glauber Rocha retratou de forma diferente o Brasil e o seu subdesenvolvimento. Tendo como ponto de partida a luta contra o imperialismo cultural e econômico, Glauber expôs em seus filmes e em diversos textos de sua autoria a luta travada pelo terceiro mundo contra a dominação internacional. Produzido num contexto de acirramento dos antagonismos entre as classes sociais, a obra glauberiana lutou contra a hegemonia de pensamento da elite brasileira e contra a fragmentação dos interesses da esquerda nacional. A palavra revolução, tão citada por Glauber, não segue os ditames do marxismo, assim como não há uma clara separação entre burguesia e proletariado, os interesses antagônicos aparecem na forma da contradição entre fome e espoliação. O estudo sobre o discurso e a narrativa do cineasta se transforma na análise das deficiências imediatas sofridas pelo povo brasileiro, e é através do discurso produzido pela fome e carência brasileira que o cinema de Glauber irá colocar a luta de classes no plano cinematográfico.

Autores: Eduardo Fernandes Duarte; Edmilson Alves Maia Júnior
Maracanaú das fábricas e dos operários: um breve estudo sobre os trabalhadores da empresa Vicunha entre 1979 e 1990.


Esta pesquisa pretende analisar a situação do operariado da Empresa Vicunha na Cidade de Maracanaú no Ceará entre os anos de 1979 a 1990. A referida empresa foi escolhida por desenvolver atividade têxtil relevante para a economia da Cidade. Entretanto, analisaremos o processo que levou a escolha e a industrialização do espaço maracanauense para que se tornasse um grande pólo industrial do Estado cearense. Além dessas intenções, ainda estudaremos a cultura operária desse período, a construção dos conjuntos habitacionais que são construídos quase paralelamente a chegada das indústrias. Como referenciais teóricos utilizaremos Eduard Thompson (Costumes em comuns), Eric Hobsbawm (Mundos do trabalho, Trabalhadores, A Era das revoluções), além de Cláudio Batalha (Movimento Operário da Primeira República.


Autora: Polliana de Luna Nunes Barreto
Feira do troca de Juazeiro do Norte – convivência do formal e informal


A feira livre no Brasil constitui modalidade de mercado varejista ao ar livre, de periodicidade semanal, organizada como serviço de utilidade pública. Além disso ela se apresenta extra-oficialmente como espaço de integração social, o objetivo meramente econômico dá lugar às dimensões sociais e culturais. Em Juazeiro do Norte existem muitas feiras livres espalhadas por vários pontos da cidade, a maior parte tem os alimentos como principais produtos, mas uma dessas manifestações do comércio popular , a “Feira do Troca”, nos chamou atenção por suas peculiaridades. Apesar de vivermos o auge do desenvolvimento tecnológico encontramos inserida nesse contexto uma feira que democratiza as relações comerciais, seja na heterogeneidade dos frequentadores, dos produtos comercializados, e das funções que ela desempenha, pois é um ambiente propício à trocas materiais e culturais. O termo "Feira do Troca", utillizado pela população de Juazeiro do Norte para designar nosso objeto de estudo, faz referência às práticas de negócio que ali se desenvolveram e/ou se desenvolvem, baseadas na barganha. É comum a realização da troca de produtos mediante determinadas compensações não necessariamente em moeda corrente, essa compensação é chamada de torna na linguagem dos freqüentadores da feira.Para muitas pessoas a Feira do Troca é tida como alternativa ao desemprego. Muitos negociam seus pertences na feira ao encontrar-se em dificuldades financeiras. Ao longo dos anos essa manifestação do comércio varejista ganhou contornos peculiares, essas transformações são atribuídas aos grupos de indivíduos que freqüentam a feira e dela fizeram uso para modificar a realidade na qual estão inseridos, já que ali percebe-se no emaranhado de relações, tanto lícitas quanto ilícitas, indivíduos que vêem na feira um modo de angariar renda. Coexistem pacificamente toda sorte de mercadorias, objetos de pouco e alto valor pecuniário, sejam móveis ou imóveis, além disso, há mercadorias provenientes tanto de relações legais e honestas quanto de ações ilícitas.Podemos dizer que a receptação é uma prática freqüente naquele ambiente, ao mesmo tempo indivíduos que não são envolvidos na criminalidade negociam seus pertences. O estudo do ambiente da feira dá subsídios para uma recomposição de toda a estrutura social da cidade. Ela com o tempo variou de formas, localização, funções, foi se reciclando e englobando elementos novos que interagem e modificam a paisagem social e urbana. Em seu desenvolvimento é capaz de sintetizar a sensibilidade das pessoas, suas expectativas e frustrações em relação ao ambiente em que convive. Carrega consigo as características do contexto e do seu freqüentador em sua totalidade histórica, econômica e social, admitindo mutações. A feira vive a constante ebulição das sociedades globalizadas e dinâmicas, vive e convive com tradições e constantes inovações. É um importante meio cultural, eclético, sem restrições e preconceitos, é “aberto” a todos mesmo que indiretamente apreciam e convivem com este emaranhado de transformações e funções.


Autor: Francisco Ruy Gondim Pereira
Educar e evangelizar: pastorais católicas e movimentos populares no sertão do Ceará (1970-1990)


Influenciados por um contexto de engajamento da CNBB na luta pelos direitos humanos e na formação de movimentos de base, clérigos e militantes católicos da Diocese de Quixadá (no sertão central cearense) engajaram-se – a partir dos primeiros anos da década de 1970 – na promoção de trabalhos pastorais entre setores diversos das classes populares, especialmente os camponeses e a juventude. Objetivando evangelizá-los e educá-los, e imbuídos de metodologias que lançavam um “novo” olhar sobre a realidade social e o mundo da política, as pretensões inicialmente focadas no aspecto religioso, pedagógico e socializador (mediadas, muitas vezes, por princípios doutrinários e moralmente conservadores) acabaram por cultivar um canal privilegiado para a politização dos problemas sociais vivenciados cotidianamente pelas comunidades da Diocese. Destes problemas, a questão agrária emergia como um foco de tensão palpitante, a muito silenciado pelo arbítrio dos grandes proprietários de terra da região. Em meio à crise da economia algodoeira, à conseqüente falência do latifúndio como centro da vida político-econômica no mundo rural e à crescente emergência de movimentos de luta pela terra no estado, as pastorais e as comunidades eclesiais de base tornaram-se lugar privilegiado para mediação das reivindicações camponesas, ampliando os canais de tensão com os grandes proprietários e demais grupos políticos dominantes na região. Este estudo analisa a relação estabelecida entre as lutas camponesas e a ação da Igreja Católica na medida em que esta ofereceu uma “nova” linguagem através da qual contradições emudecidas puderam se expressar, ampliadas pelo surgimento de uma nova cultura dos pobres do campo, diante do rompimento dos “tradicionais” vínculos de dependência.


Autores: Gledson Alves Rocha; Josier Ferreira da Silva
Barbalha e o cangaço no Cariri: banditismo social e suas múltiplas ações na conjuntura de poder


O município de Barbalha que, localizado no sul do ceara contem um riquíssimo acervo sobre o cangaço, representado pelo grupo dos Marcelinos, reduto de cangaceiros que atuou na região integrado o grupo de lampião e que foram executados pelo governo do Ceara, em 1928, na localidade “Alto do Leitão”. A estrutura de poder coronelística e oligárquica, em décadas, intimidou e abordagem do assunto nas escolas. A carência de incentivo e políticas que incorpore a historia local e a educação e atribuída a falta de interação entre gestores da cultura e da educação. O local, “Alto do Leitão”, palco da excussão dos cangaceiros se constitui um dos lugares da memória a ser incorporado e explorado pelo ensino de historia. Atualmente, de forma tímida, ele tem sido visitado por acadêmicos e pesquisadores da historia local. A negligencia da incorporação dos fatos históricos e do Alto do Leitão como um dos lugares da memória, é atribuída a falta de pesquisa e conseguintemente de uma historiografia temática sobre o cangaço. Neste contexto, é papel da universidade, especificamente dos cursos de licenciatura do Cariri, explorar academicamente esse episódios e lutar pela preservação da cultura material relativa a memória do cangaço e coronelismo como parte da identidade social nordestina. Até o presente a literatura regional tem abordado essa temática associando á religiosidade, integrando uma historiografia geral sobre o Cariri. A especificidade do tem a ser trabalhado pela educação passa pelo resgate dos documentos primários, da própria historiografia geral já existente e pela oralidade. A partir dessa exploração poderá se chegar a produção de recursos didáticos a serem utilizados no ensino da historia, tais como, livros, cordéis, documentário musicas e outros.
PALAVRAS CHAVES: Cangaço, memória, bandidismo, social, pesquisa

Autor: Francisco Arraes do Nascimento
Movimentos sociais e os direitos de cidadania dos homossexuais: reconstrução no movimento gay no Brasil, suas conquistas e contribuições para sociedade


No Brasil assim como em diversas partes do mundo o movimento homossexual foi de vital importância para a garantia dos diretos humanos dos mesmos. A devida pesquisa teve como objetivo reconstruir a historia do movimento homossexual no período da ditadura militar brasileira ate os dias atuais mostrando as principais contribuições desse movimento para a sociedade e suas vitórias contra o preconceito e luta por uma sociedade mais igualitária para todos. Fez-se uso de uma pesquisa bibliográfica para obtenção de suporte teórico.Concluiu-se que o movimento homossexual no Brasil apesar das dificuldades colocadas pelas formas de governo em décadas passadas foi de grande importância para a construção de uma sociedade mais igualitária com relação aos direitos humanos e também no auxilio prestado pelo movimento no programa de controle da AIDS.
Palavras-chave: homossexualismo, direitos humanos, movimento

Autores: Pollyanna Santos Campos; Francisca Clara de Paula Oliveira
Relatório de visita à escola: Colégio Municipal Pedro Felício


O presente trabalho consiste na apresentação dos resultados de uma visita na escola, descrevendo sua organização física, e sua concepção pedagógica, que ao longo dos anos desenvolve um trabalho valorizando o ser humano, ajudando agir criticamente na sociedade, e proporcionando-lhe um processo de escolaridade que privilegia o conhecimento, possibilitando uma aprendizagem de forma significativa

Relatório:

No dia 17 de março de 2009, visitamos a unidade escolar: Colégio Municipal Pedro Felício, na Avenida Teodorico Teles, 755, no bairro São Miguel, Crato-ce, no objetivo de realizar uma pesquisa na escola.
Está unidade, pertence à secretaria de educação do município, desta cidade, fundado em 27 de maio de 1963, sob a denominação de Ginásio Municipal do Crato, criado pela lei nº. 658 de 27de maio de 1963, no governo do então prefeito municipal Pedro Felício Cavalcante, com o decreto da lei n° 895 de 09 de março de 1971, o referido estabelecimento passou para a categoria de colégio. Funcionava até o ano de 1997 com: pré-escolar, 1° grau menor, 1° grau maior, 2° grau sem habilitação pedagógico, nos turnos da manhã, tarde e noite. Teve como primeiro diretor, o professor Rubens soares Chagas, seguido de vários sucessores como a professora Elsa Medeiros ramos, professora Meiriane Aragão Esmeraldo, professora Terezinha Rinaura Coelho Cavalcante, professor Amarílio Brito Lopez, professor Francisco de Matos Júnior, professor José Huberto Tavares de Oliveira, professora Maria do Socorro Primo de Brito, professora Maria do Socorro Couto Bezerra e professora Maria Engracia Loiola.
Atualmente o colégio municipal Pedro Felício integra no seu currículo o ensino fundamental I, que abrange do 2º ao 5º ano com 306 alunos e o ensino fundamental II do 6º ao 9º ano com 649 alunos e a classe de educação de jovens e adultos com 100 no total 1055 alunos, com 55 professores, 26 funcionários e tem como atual diretora Raimunda dos Santos Severino. Infelizmente chegamos numa hora imprópria, pois estava para iniciar uma reunião de pais e mestres e por conta disso, a diretora não pôde nos dar atenção, então pedimos autorização para conhecermos as dependências da escola, que possui uma infra-estrutura em bom estado, mais em algumas locações precisa-se de alguns reparos.
Quanto à organização física das 15 salas de aulas pode-se dizer que satisfatória, porque são arejadas e possuem boa iluminação, e todas possuem quadros brancos e negros, com carteiras em boa conservação, há também uma quadra para atividades esportivas, como basquete e futsal, a mesma possui uma grade de proteção faltando apenas à cobertura, já a área livre é um pouco arborizada, possuindo um bebedouro para melhor acesso dos alunos, encontra-se também um refeitório amplo com bancos (cimento e cerâmica) onde não há mesas, na cozinha pode-se observar que as funcionarias não trabalham com os devidos uniformes (como toucas e luvas), há também lanches externos sem valor nutricional (salgados e refrigerantes), conhecemos também o deposito para alimentos que estava limpo, possui 3 congeladores e prateleiras para melhor divisão dos alimentos.Há também seis banheiros femininos e quatro masculinos,lavatório acessível para criança,sendo que um dos banheiros estava interditado e outro não
tinha papel higiênico. A escola também dispõe de uma sala de reforço com diversos materiais pedagógicos (como jogos educativos) para crianças. Fomos conhecer a biblioteca que se encontrava com um acervo atualizado e livros em bom estado, auxiliados pela bibliotecária observamos o local, a escola possui alguns recursos didáticos, como câmera digital, filmadora, retoprogetor, micro systen e uma caixa de som amplificadora. Próximo à biblioteca, encontrava-se um auditório para cerca de 250 pessoas, para diversas funções, como apresentações, no momento estava organizado para uma reunião de pais e mestres, com a presença da diretora Raimunda dos Santos Severino. Conhecemos também o laboratório de informática amplo, que possui 10 computadores com internet, ar condicionado, onde serve de sala de vídeos em outros momentos, onde todos os alunos segundo a funcionária, possuem acesso.O colégio Municipal junto à comunidade busca a construção de um projeto, para que consiga desenvolver o
trabalho pedagógico focado na melhoria do ensino-aprendizagem, vendo isto, a escola dispõe de profissionais com formação para exercer funções especificas. Atualmente se desenvolve na escola um projeto ambiental chamado “Rio Novo e Rio Vivo”, e um projeto de proteção ao rio granjeiro, desenvolvido pela própria escola, e com a contribuição dos alunos.
A visão pedagógica do Municipal, e histórica e critica, ou seja, e uma metodologia tradicionalista, construtivista, não busca seguir uma direção definida, sua teoria tem como finalidade favorecer as condições para formação integral do aluno, tendo por base os princípios de liberdade de idéias de solidariedade humana, buscando também proporciona a aprendizagem moderna e eficiente aos seus alunos, prestando bons serviços, tanto à sociedade local como as comunidades circunvizinhas. Para a escola a relação com a família também e de fundamental importância, e feita reuniões de pais e mestres constantemente, pois a um acompanhamento individual com aluno que e repassado aos pais sobre o tipo de comportamento na escola, se a questão for mais seria, e necessário o colégio pedir ajuda à secretaria do município.


Autores: Tiago Josimar da Silva; Marismência Nogueira dos Santos
O papel do movimento estudantil na greve e na ocupação da reitoria da URCA em 2003


O Movimento Estudantil (ME) vem ao longo do tempo ganhando espaço na luta social e buscando um processo de mudanças práticas no que diz respeito às deliberações governamentais para as instituições de ensino. O ME também contribui para a constituição de sujeitos críticos, com pensamentos políticos e habilidade para a transformação da realidade.Dificuldades são apresentadas logo na chegada dos estudantes à universidade, principalmente nas públicas. A expectativa de encontrar um grande espaço de debates, estudos e pesquisas, de forma democrática e com estrutura, por muitas vezes causa decepção para o recém ingresso.O principal foco deste projeto é entender o funcionamento da defesa da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir da organização dos estudantes na ocupação a reitoria em 2003. Nesta atividade o ME protagonizou mobilizações intensas que possuíam como reivindicação a não nomeação de um candidato derrotado em consulta para reitor, realizada no início do
ano.Além da ocupação da reitoria, pichação, passeatas e a greve, foram utilizadas nesta mobilização. O debate de como funcionou tais ações e sobre a participação estudantil e de organizações representativas além de estruturas políticas necessitam de estudo para entendermos um momento pulsante do ME da Urca.Como podemos entender tal momento como um dos mais importantes na defesa da Universidade pública no Cariri- Ce? A deflagração da ocupação o cotiano, os debates em assembleias seu fim, da ocupação, como o ME se comporta? A busca de uma discussão crítica sobre tal período é importante para compreensão desta atividade.


Autor: José Diego Azevedo Cabral
O discurso oficial da Igreja Católica sobre o trabalho humano na Encíclica Laborem Exercens.


O presente artigo tem como objetivo analisar o discurso oficial da Igreja Católica sobre o trabalho humano tendo como fonte a carta encíclica Laborem Exercens, buscando analisar algumas questões como: as relações entre o trabalho e o homem e o conflito entre o trabalho e o capital, tal como é apresentado no documento. O trabalho é a chave de toda a questão social.